terça-feira, 13 de março de 2012

E-Learning for Kids

Durante as minhas pesquisas na internet encontrei um site muito interessante que traz a idéia de E-learning (modelo de ensino-aprendizagem em ambiente online, a partir da distribuição de conteúdos suportado por computador e internet) neste projeto destinado ao público infantil
 
O e-Learning for Kids, fundado por Nick Van Dam é uma entidade global sem fins lucrativos, dedicada ao ensino lúdico e gratuito de crianças de 5 a 12 anos de idade. Oferecendo cursos gratuitos em diferentes áreas do conhecimento: matemática, ciências, meio ambiente, saúde, inglês, todas apresentadas por faixa etária
 
 
 
 
Vale a pena dr uma olhada
 

Crianças com problemas de sono tendem a tornar-se hiperactivas

Crianças com problemas de sono tendem a tornar-se hiperactivas

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Estudo de 11 mil crianças, seguidas durante seis anos, revela consequências de perturbações respiratórias no cérebro.

As crianças que ressonam, dormem de boa aberta e sofrem de apneia durante o sono correm mais riscos de se tornarem agressivas e hiperactivas. Um estudo desenvolvido junto de 11 mil crianças, que foram seguidas durante mais de seis anos, concluiu que tais sintomas podem influenciar negativamente o desenvolvimento do cérebro, ou seja, não devem ser negligenciados.

"Tanto os pais como os pediatras devem prestar mais atenção às irregularidades respiratórias durante o sono nas crianças pequenas, talvez mesmo durante o primeiro ano de vida", alertou Karen Bonuck, co-autora do estudo e investigadora no Albert Einstein College of Medicina da Yeshiva University, de Nova Iorque. Se nada for feito, concluem os autores do estudo publicado agora na revista norte-americana US Journal Pediatrics, as crianças têm entre 40 a 100% de probabilidades acrescidas de, por volta dos sete anos, se tornarem hiperactivas, ansiosas, deprimidas e com sérias dificuldades na interacção com os amigos. "Apesar de ser um problema muito comum, os pediatras e os médicos de família raramente lhe dão a atenção devida", insiste Karen Bonuck. "Na maior parte dos casos, os médicos limitam-se a perguntar "Como é que o seu filho dorme?", em vez de perguntarem especificamente sobre cada um dos sintomas."

Um peso abaixo da média é outra das consequências comuns nestas crianças, cujo sono não é profundo o suficiente para que produzam as chamadas "hormonas do crescimento".

As desordens respiratórias do sono ocorrem mais frequentemente entre os dois e os seis anos de idade, mas podem começar mais cedo. "Cerca de 10% das crianças ressonam por sistema, devido ao aumento significativo do volume dos adenóides, muito frequente entre os dois e os quatro anos", especificou ao PÚBLICO o pediatra Mário Cordeiro. "Quando a criança se deita, os adenóides e as amígdalas "caem", encurtando o espaço respiratório na rino e oro-faringe", prossegue o especialista, para acrescentar que, "em consequência, o ar tem maior dificuldade em passar quando entra pelo nariz". Logo, "a criança respira pela boca, fazendo um som mais intenso: o ressonar".

Estes sintomas, ou seja, a má ventilação, também podem derivar de desvios no septo nasal. Em ambos os casos, quando a obstrução respiratória é grande, "os níveis de oxigénio começam a descer e os de dióxido de carbono a aumentar, fazendo com que a dada altura o centro respiratório "mande" a criança acordar para retomar a respiração - são as chamadas "apneias". Para Mário Cordeiro, "quando o grau de obstrução é tão grande que chega à apneia do sono, em que a criança deixa por momentos de respirar, isto poderá ser um motivo suficientemente forte para considerar extrair os adenóides".

Esta "dança" entre o sono profundo e o superficial impede o descanso da criança, fazendo com que esta acorde com a sensação de noite mal dormida. Em resultado, a criança tende a mostrar-se sonolenta durante o dia e, consequentemente, mais irritadiça, birrenta e com défice de atenção e de concentração. A impaciência e a conflitualidade com os colegas vêm a seguir, o que "prejudica a relação social e escolar, bem como o processo de aprendizagem", acentua ainda Mário Cordeiro. "Acresce que o fácies da criança, com a boca semiaberta (porque respira pela boca) e não ouvindo bem, contribui para que seja rotulada de "estúpida" e alvo de troça dos colegas, o que aumenta a agressividade e o sentimento de injustiça".

segunda-feira, 12 de março de 2012

Cães guias ajudam crianças surdas no Reino Unido

Cães-guia ajudam crianças surdas no Reino Unido

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Uma instituição de solidariedade do Reino Unido deu início, o ano passado, a um projeto piloto para fornecer cães-guia a crianças com problemas de audição. A Hearing Dogs for Deaf People já colocou 12 destes amigos de quatro patas especiais em diferentes famílias e os animais têm ajudado a transformar vidas.

Uma delas é a de James Cheung, um menino surdo de 11 anos a quem foi entregue um labrador que se tornou no seu melhor amigo. O cão, Kurt, alerta-o quando precisa de acordar de manhã, avisa-o em situações de perigo - como um alarme de incêndios que dispara - e pede-lhe que o siga quando a mãe o chama até outra divisão da casa.

"Se estou a cozinhar no andar de baixo só preciso de fazer sinal ao Kurt e ele chama o James, que o segue. Assim não tenho de subir e descer as escadas sempre que quero chamá-lo", explica a mãe da criança, Louise Cheung, à BBC.

Segundo a progenitora, o comportamento de James mudou muito depois da chegada do animal, que veio facilitar a vida diária da família, tornando o menino mais feliz e independente. "Estou surpreendida com o que um animal é capaz de fazer por um ser humano. O James também tinha problemas de fala mas está mais confiante, a sensação de isolamento diminuiu", acrescenta.

Kurt foi treinado para responder a certos sons e ordens e o seu mais pequeno dono faz questão de frisar que já não consegue imaginar a sua vida sem ele. "Adoro o meu cão. Ele é o meu melhor amigo", diz James.

À semelhança do que aconteceu com este menino britânico, a Hearing Dogs for Deaf People agraciou outras onze famílias com um novo membro e em todas o sucesso tem sido visível. Segundo a BBC, todas as crianças envolvidas no projeto passaram a dormir melhor, ganharam confiança e dizem sentir-se mais seguras.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Curso de Especialização na PUC - Educação Inclusiva e Deficiência Intelectual

Curso de Especialização na PUC - Educação Inclusiva e Deficiência Intelectual


Educação Inclusiva e Deficiência Intelectual
Categoria: ESPECIALIZAÇÃO
Unidade: Unidade Consolação / SP
Promoção: PUC-SP – Faculdade de Educação
Situação: AGUARDE INFORMAÇÕES
Informações: (11) 3124-9600
Início em: 06 de março de 2012
Duração: 2 anos
Horário: Terças e quintas-feiras, das 19h às 23h
.: APRESENTAÇÃO :.
Considerando a realidade da exclusão do processo educativo enfrentada pelas crianças com necessidades especiais (principalmente mental), o curso visa a preparar o profissional de educação para atuar na perspectiva de uma educação inclusiva, criando um fórum permanente que viabilize a produção e a difusão de novos conhecimentos na área.
O programa, interativo, oferece vivência em atividades, elaboração de projetos, práticas de intervenção pedagógica e palestras com profissionais de renome como forma de propiciar ao aluno a construção da relação teórico-prática de modo contextualizado.
O curso está organizado em quatro semestres letivos, aborda aspectos éticos, políticos e educacionais da inclusão da pessoa com necessidades especiais. Propõe estudo e aprofundamento de diversos temas como a política educacional no Brasil e as tendências atuais, metodológicas e técnicas, bem como as novas experiências na área, a relação entre escola e comunidade no processo de integração, as características deste portador nas diferentes fases do desenvolvimento (infância, adolescência, juventude, maturidade e terceira idade), diagnóstico e prevenção.
.: DIRIGIDO A :.
Pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, médicos, assistentes sociais, e demais profissionais de nível superior interessados na área.
.: ESTRUTURA E CARGA HORÁRIA :.
420 horas, distribuídas em quatro semestres, incluindo 30 horas atividades práticas vivenciadas e elaboração de monografia. O curso deverá ser concluído no prazo de dois anos, nele computado o tempo de orientação e elaboração da monografia. O certificado de Especialização será obtido mediante aprovação em cada disciplina e na monografia.
.: INVESTIMENTO ( mensalidade ) :.
Valor total do curso R$ 10.736,00
Parcelado em 20x Matrícula: R$ 536,80+ 19 parcelas de R$ 536,80
Vencimentos:
1º semestre:
março, abril, maio, junho e julho
2º semestre: agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro
Os vencimentos ocorrem nos meses descritos acima sendo que a matrícula do curso corresponde a primeira parcela do semestre de ingresso.
* As parcelas são mensais e estão sujeitas aos reajustes legais. Consulte nosso Atendimento, (11) 3124.9600, para informações sobre condições especiais no pagamento parcelado para associações, alunos, professores, funcionários, ex-alunos da PUC-SP e Grupos (empresas, escolas ou outras instituições).

fonte: http://cogeae.pucsp.br/cogeae/curso/201

CURSOS / PALESTRAS/ EVENTOS: UFSCar sedia escola sobre comportamento autista

UFSCar sedia escola sobre comportamento autista
Agência FAPESP – A pesquisa sobre o autismo – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e de comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos avanços que apontam para a melhoria no tratamento do distúrbio neurológico.
Alguns desses avanços serão discutidos entre os dias 9 a 13 de janeiro na Escola São de Ciência Avançada: Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista (ESPCA: Autism), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O evento, realizado no âmbito da Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), modalidade de apoio da FAPESP, será organizado pelo professor Antônio Celso de Noronha Goyos, do Departamento de Psicologia da UFSCar, em parceria com os pesquisadores Caio Miguel, da California State University, e Thomas Higbee, da Utah State University, nos Estados Unidos.
A escola reunirá 40 estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado do Brasil e 25 do exterior, que terão aulas com 31 pesquisadores consagrados nas áreas de genética, medicina molecular e tratamento comportamental do autismo, sendo nove brasileiros e 22 provenientes de países como os Estados Unidos, Canadá, Noruega e Espanha.
Entre os pesquisadores do exterior estarão Brian Iwata, da Universidade da Flórida, e Douglas Greer, da Columbia University, ambos dos Estados Unidos. Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, professora da Universidade de São Paulo (USP), e Alysson Renato Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, serão alguns dos professores brasileiros.
Bueno tem se dedicado a estudos na área de genética do autismo, realizando mais recentemente pesquisas com células-tronco para compreensão dos mecanismos genéticos associados ao distúrbio neurológico.
Muotri, que realizou mestrado, doutorado e pós-doutorado com bolsa da FAPESP, anunciou no fim de 2010, ter conseguido acompanhar, pela primeira vez, o desenvolvimento de neurônios derivados de pacientes com comportamento austista e revertê-los ao estado normal.
O estudo ganhou a capa da revista Cell e abriu a perspectiva de, no futuro, reverter os sintomas do autismo cujo número de casos tem aumentado no mundo devido, em grande parte, à melhoria dos métodos de diagnóstico e à maior divulgação do distúrbio neurológico.
“A pesquisa e o tratamento dos pacientes com autismo têm avançado muito nos últimos anos, principalmente em áreas como o desenvolvimento da linguagem e social. E não há, no Brasil, grupos de pesquisa bem estruturados nessa área, como existem nos Estados Unidos e na Europa”, disse Goyos à Agência FAPESP.
De acordo com ele, apesar da excelência, as pesquisas realizadas no país na área são muito pulverizadas e têm maior ênfase no diagnóstico do que no tratamento dos pacientes, que, quanto mais cedo e de forma intensa for realizado, maiores e melhores são as chances de recuperação. Além disso, a capacitação dos profissionais que atuam no tratamento do distúrbio neurológico, nos níveis clínico e escolar, também é bastante deficiente.
Com base nessa constatação, a programação da ESPCA: Autism foi planejada para possibilitar tanto a formação e atualização de profissionais especializados no atendimento e tratamento de pacientes autistas no país, como também para fomentar a consolidação de grupos de pesquisa na área, especialmente no Estado de São Paulo.
“O único programa de pós-graduação dedicado totalmente à educação especial em todo o Brasil está na UFSCar. É preciso criar mais programas de pós-graduação como esse para atender à demanda e transformar São Paulo em um pólo de formação de pesquisadores nessa área”, sugeriu Goyos.
Aberta ao público
A sessão de abertura da Escola terá entrada livre para o público em geral. Após a solenidade, haverá um painel de discussão, composto por pesquisadores convidados para a Escola, que apresentarão perspectivas dos estudos nas três áreas que produzem o maior número de pesquisas atualmente sobre autismo: genética, medicina molecular e análise comportamental.
A programação do evento será composta por workshops e apresentações orais de pesquisas básicas e avançadas pelos pesquisadores e professores convidados, e sessão de apresentação de pôsteres pelos estudantes participantes.
Os interessados em assistir alguma das apresentações, que serão realizadas em inglês, sem tradução para o português, deverão solicitar a inscrição pelo e-mail espca.autism@gmail.com. As vagas são limitadas.
Mais informações:
fonte: www.lahmiei.ufscar.br/espca
http://agencia.fapesp.br/14808

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Usar ou não o computador na educação?

Achei bem interessante essa matéria e vou compartilhar com vocês para reflexão!

The New York Times - 22 de outubro de 2011

Uma escola do Vale do Silício que não computa - Por Matt Richtel

LOS ALTOS, Califórnia - O diretor de tecnologia da eBay envia seus filhos a uma escola de nove salas de aula aqui, bem como os funcionários de gigantes do Vale do Silício como Google, Apple, Yahoo e Hewlett-Packard.
Mas as ferramentas de ensino da escola em questão são tudo menos high-tech: canetas e papel, agulhas de tricô e, ocasionalmente, lama. Não há um computador sequer - eles não são permitidos na sala de aula, e escola ainda franze a testa sobre o seu uso em casa.
Escolas do país têm suprido às pressas suas salas de aula com computadores, e muitos políticos dizem que é tolo fazer o contrário. Mas o ponto de vista contrário pode ser encontrado no epicentro da economia tech, onde alguns pais e educadores têm uma mensagem: computadores e escolas não se misturam.
Esta é a Waldorf School of the Peninsula, uma das cerca de 160 escolas Waldorf no país que com uma filosofia de ensino focada em atividade física e aprendizagem através de tarefas criativas e ‘mão-na-massa’. Àqueles que apoiam essa abordagem dizem que computadores inibem pensamento criativo, o movimento, a interação humana e a atenção.
O método Waldorf tem quase um século de idade, mas sua presença aqui entre os “digiterati” põe em relevo crescente o debate sobre o papel dos computadores na educação.
"Eu fundamentalmente rejeito a noção da necessidade de aparelhos de tecnologia na escola primária", disse Alan Eagle, 50, cuja filha, Andie, é uma das 196 crianças na escola primária Waldorf; seu filho William, 13, está no ensino médio nas proximidades. "A idéia de que um aplicativo em um iPad pode ensinar melhor os meus filhos a ler ou fazer contas é ridícula."
Mr. Eagle sabe um pouco sobre tecnologia: graduou-se em ciência da computação pela Dartmouth e trabalha como executivo de comunicações da Google, onde ele escreveu discursos para o presidente, Eric E. Schmidt. Ele usa um iPad e um smartphone; mas diz que sua filha, uma aluna da quinta série “não sabe usar o Google", e seu filho está apenas aprendendo. (Começando na oitava série, a escola aprova o uso limitado de gadgets.)
Três quartos dos alunos aqui têm os pais com uma conexão de alta tecnologia forte. O Sr. Eagle, como outros pais, não vê contradição: A tecnologia, diz ele, tem o seu tempo e lugar: "Se eu trabalhasse na Miramax e fizesse bons filmes apimentados eu não deixaria meus filhos vê-los até ter 17 anos."
Enquanto outras escolas na região se gabam de suas salas de aula plugadas, a escola Waldorf abraça um olhar simples e retrô: quadros com giz colorido, estantes com enciclopédias, mesas de madeira cheias de cadernos e lápis número 2.
Em uma terça-feira recente, Andie Eagle e sua turma de quinta série exercitaram suas habilidades de tricô: agulhas de madeira se cruzando, fazendo tiras de tecido. É uma atividade que a escola diz que ajuda a desenvolver a solução de problemas, padronização de competências, matemática e coordenação. O objetivo a longo prazo: fazer meias.
No final do corredor, uma professora desafia alunos da terceira série com multiplicação, pedindo-lhes para fingir transformar seus corpos em relâmpagos. Ela pediu-lhes um problema de matemática - quatro vezes cinco - e, em uníssono, gritaram "20" e rapidamente desenhando o número no quadro negro. Uma sala cheia de calculadoras humanas.
Na segunda série, os alunos de pé em um círculo aprendem habilidades de linguagem, repetindo versos depois do professor, ao mesmo tempo, jogando ‘Cinco Marias’. É um exercício que visa sincronizar corpo e cérebro. Aqui, como em outras classes, o dia pode começar com uma recitação ou verso sobre Deus que reflete uma ênfase não-denominacional sobre o divino.
A Professora de Andie, Cathy Waheed, que é uma ex-engenheira de computação, tenta tornar o aprendizado tanto irresistível como altamente tátil. No ano passado, ela ensinou frações fazendo as crianças cortar alimentos - maçãs, quesadillas bolo, - em quartos, metades e oitavos. "Durante três semanas, nós comemos o nosso caminho através de frações", disse ela. "Quando eu fiz frações suficientes de bolo para alimentar a todos, você acha que eu tive atenção deles?"
Alguns especialistas em educação dizem que o impulso para equipar as salas com computadores é injustificado, porque os estudos não mostram claramente que isso leva a melhor pontuação de teste ou outros ganhos mensuráveis.
E a aprendizagem através de frações bolo e tricô é melhor? Para os defensores Waldorf é difícil comparar, em parte porque as escolas privadas que administram não fazem os testes padronizados do ensino fundamental público. Também eles seriam os primeiros a admitir que alunos mais novos podem não pontuar bem nos testes porque, dizem eles, não são orientados desde cedo a uma matemática padronizada ou forçados a ler muito cedo.
Quando perguntado à Associação das Escolas Waldorf sobre a evidência da eficácia das escolas, as pesquisas por um grupo de filiados que mostram que 94 por cento dos estudantes de 2º grau das escolas Waldorf nos Estados Unidos entre 1994 e 2004 freqüentou a faculdade, inclusive instituições de prestígio como Oberlin, Vassar e Berkeley.
É claro, esse número pode não ser surpreendente, dado que estes são alunos de famílias que valorizam a educação o bastante para procurar uma escola privada seletiva, e geralmente têm os meios para pagar por isso. Também é difícil separar os efeitos dos métodos de baixa tecnologia instrucional de outros fatores. Por exemplo: pais de alunos da escola Los Altos dizem que ela atrai grandes professores que passam por treinamento intensivo na abordagem Waldorf, criando um forte senso de missão que pode estar faltando em outras escolas.
Na falta de provas concretas, o debate se resume à subjetividade, a escolha dos pais e uma diferença de opinião sobre um único tema: engajamento. Defensores de equipar as escolas com tecnologia dizem que computadores podem prender a atenção dos alunos e, de fato, que os jovens que forem ‘desmamados’ dos dispositivos eletrônicos não vão sintonizar sem eles.
Ann Flynn, diretor de tecnologia da educação para a Associação Nacional de Conselhos Escolares, que representa os conselhos escolares em todo o país, disse que os computadores são essenciais. "Se as escolas tem acesso às ferramentas e podem comprá-las mas não estão usando essas ferramentas, eles estão enganando nossos filhos", diz Flynn.
Paul Thomas, ex-professor e professor adjunto de educação da Furman University, que já escreveu 12 livros sobre métodos de ensino público, discordou, dizendo que "uma abordagem criteriosa da tecnologia na sala de aula vai sempre beneficiar a aprendizagem."
"Ensinar é uma experiência humana", disse ele. "A tecnologia é mera uma distração quando precisamos é de alfabetização, matemática e pensamento crítico."
E os pais Waldorf argumentam que o envolvimento real vem de grandes mestres, com planos de aula interessantes.
"Engajamento é contato humano, o contato com o professor, o contato com seus pares", disse Pierre Laurent, 50, que trabalha em uma empresa nascente de high-tech e anteriormente trabalhou na Intel e Microsoft. Ele tem três filhos em escolas Waldorf, que tanto impressionou a família, que sua mulher Monica, juntou-se a uma como professora em 2006.
Sobre quem defende a lotação salas de aula com tecnologia dizendo que as crianças precisam de tempo com o computador para competir no mundo moderno, pais Waldorf dão o contra: Para que a pressa, dada a forma como é fácil pegar essas habilidades? "É super fácil. É como aprender a usar pasta de dentes”, disse Eagle. "No Google e todos esses lugares a tecnologia é absolutamente banal de se usar. Não há nenhuma razão para que as crianças não possam descobrir isso quando ficarem mais velhas."
Há também uma abundância pais de alta tecnologia em uma escola Waldorf, em San Francisco e ao norte dela na Escola Greenwood em Mill Valley, que não tem acreditação Waldorf, mas é inspirada por seus princípios.
A Califórnia tem cerca de 40 escolas Waldorf, dando-lhe uma parcela desproporcional - talvez porque o movimento cresceu e tem raízes aqui, disse Lucy Wurtz, que, junto com seu marido, Brad, ajudou a fundar a escola de 2º grau Waldorf em Los Altos, em 2007. Mr. Wurtz é executivo-chefe da Power Assure, que ajuda centros de dados de computador a reduzir seu consumo de energia.
A experiência Waldorf não sai barato: o custo anual no Vale do Silício é de $ 17.750 (cerca de R$ 2.600,00/mês) para a creche até a oitava série e 24.400 dólares (cerca de R$ 3.600,00/mês) para o ensino médio, embora a Sra. Wurtz diga que assistência financeira está disponível.
Ela diz que o pai Waldorf típico, que tem um amplo leque de escolas de elite públicas e privadas para escolher, tende a ser liberal e altamente educado, com opiniões fortes sobre a educação, mas também um conhecimento, que estão prontos para ensinar a seus filhos sobre tecnologia a qual eles têm amplo acesso e suporte em casa.
Os estudantes, entretanto, dizem que não ignoram a tecnologia, nem a descartam. Andie Eagle e seus colegas dizem que, ocasionalmente, assistem a filmes. Uma menina, cujo pai trabalha como engenheiro da Apple, diz que às vezes ele pede a ela para testar os jogos que ele está depurando. Um menino brinca com programas de simulador de vôo nos fins de semana.
Os estudantes dizem que podem se frustrar quando seus pais ou parentes ficam tão entretidos em telefones e outros dispositivos. Aurad Kamkar, 11, disse que recentemente foi visitar os primos e encontrou-se sentado com cinco deles jogando com os seus gadgets, não prestando atenção a ele ou ao outro. Ele começou agitar os braços para eles: "Eu disse: '. Olá pessoal, eu estou aqui'"
Finn Heilig, 10, cujo pai trabalha no Google, diz ele gosta de aprendizagem com caneta e papel - ao invés de em um computador - porque ele pode monitorar seu progresso ao longo dos anos.
"Você pode olhar para trás e ver como sua caligrafia era feia no primeiro grau. Você não pode fazer isso com computadores - todas as letras são as mesmas", disse Finn. "Além disso, se você aprender a escrever em papel, você ainda pode escrever se derramar água sobre o computador ou acabar a luz."