Tecnologia:
ferramenta desenvolvida no Amazonas dá suporte a autistas
A
Síndrome do Autismo se caracteriza pelas anomalias comportamentais, como a
limitação ou ausência de comunicação verbal, falta de interação social e padrões
de comportamento restrito
Como
não existe um tratamento médico para curar a Síndrome do Autismo, apenas
estímulos ajudam a criança a melhorar a aprendizagem e comportamento. Ainda não
se conseguiu, até agora, provar nenhuma causa psicológica, ou no ambiente de
convívio das crianças, que possa desenvolver o transtorno. O que a medicina
explica é que os sintomas são causados por disfunções físicas do
cérebro.
A
Síndrome do Autismo se caracteriza pelas anomalias comportamentais, como a
limitação ou ausência de comunicação verbal, falta de interação social e padrões
de comportamento restrito. A manifestação dos sintomas ocorre ainda na infância,
antes dos três anos de idade, e persiste durante a vida adulta.
Outro
problema dos autistas é a dificuldade em sequenciar, pois eles têm dificuldades
em se lembrar da ordem da realização das tarefas e, geralmente, nem vêem relação
entre as atividades. Além disso, há ainda a dificuldade de
aprendizagem.
Com
base nesses problemas comportamentais, a design gráfica Alice Gomes, 29, e a
doutora em engenharia de produção e professora do curso de Design da
Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Claudete Ruschival desenvolveram, em
parceria com outros pesquisadores da universidade, um software, chamado “Lina
Educa”, para ajudar crianças autistas com a organização e dar apoio ao processo
de alfabetização.
“A
proposta do software é organizar uma agenda das atividades diárias para as
crianças autistas, como, por exemplo, escovar os dentes. Ela precisa ter essa
referência. O software também vai ajudar na organização das atividades
acadêmicas dessa criança”, explicou Claudete Ruschival.
As
atividades acadêmicas oferecidas pelo software envolvem vários fatores
relacionados às palavras e às imagens, ressalta Alice. “Porque a criança autista
é muito atenta ao visual”, explicou. “São essas atividades que vão servir de
apoio ao processo de alfabetização das crianças autistas. Por isso, ela precisa
desse apoio”, completou Claudete.
O
projeto se baseia numa pesquisa de análise de comportamento realizada pela
Universidade de São Paulo (USP). O projeto também está recebendo apoio do Grupo
de Intervenção Comportamental Gradual, de São Paulo, uma clínica de tratamento
de crianças com déficit de aprendizado.
Pesquisa
acadêmica
O software se originou a partir do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Alice na Ufam. Ao ser publicado como artigo num congresso de design no Rio de Janeiro, o software chamou a atenção de pais de autistas, profissionais de saúde que trabalham com a síndrome e até mesmo de cientistas. Foi a partir daí que Alice e a orientadora do trabalho, Claude Roschival, procuraram apoio para o funcionamento do Lina Educa.
O software se originou a partir do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Alice na Ufam. Ao ser publicado como artigo num congresso de design no Rio de Janeiro, o software chamou a atenção de pais de autistas, profissionais de saúde que trabalham com a síndrome e até mesmo de cientistas. Foi a partir daí que Alice e a orientadora do trabalho, Claude Roschival, procuraram apoio para o funcionamento do Lina Educa.
O
software foi desenvolvido para funcionar em plataformas móveis, como tablets, e
também em computadores, e será disponibilizado gratuitamente para download
quando for concluído. O projeto, de R$ 183 mil, foi financiado pela Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Também acompanham o
desenvolvimento do projeto.
Desenvolvimento
O software Lina Educa começou a ser desenvolvido em janeiro, porém, o projeto foi aprovado pela Fapeam no ano passado. A previsão é que até novembro ele seja concluído e passe para a fase de testes com crianças autistas de São Paulo e de Manaus, com o apoio do Instituto Autismo no Amazonas.
O software Lina Educa começou a ser desenvolvido em janeiro, porém, o projeto foi aprovado pela Fapeam no ano passado. A previsão é que até novembro ele seja concluído e passe para a fase de testes com crianças autistas de São Paulo e de Manaus, com o apoio do Instituto Autismo no Amazonas.
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