terça-feira, 3 de setembro de 2013

AUTISMO - Pais de crianças com autismo usam aplicativos em tablets para estimula a comunicação


Pais de crianças com autismo usam aplicativos em tablets para estimular a comunicação

ELIANE TRINDADE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O tablet é uma espécie de melhor amigo e babá de Pedro, 9. O iPad se converteu também em uma janela de comunicação entre ele e o irmão caçula, Luiz, 7.

Os dois têm autismo, transtorno de desenvolvimento que se manifesta pela dificuldade de comunicação e de interação social.

Logo ao acordar, Pedro aciona um aplicativo, o First Then, indicado por um terapeuta americano, que o ajuda a organizar a rotina.



As imagens vão se sucedendo a um simples toque: ir ao banheiro, escovar os dentes, tirar o pijama.
"O iPad ajuda o Pedro, que tem um grau mais severo de autismo, a não se perder entre uma atividade e outra. Antes ele colocava a camiseta, mas se distraía", diz a mãe dos garotos, a relações públicas Marie Dorion, 39.
Agora, antes de ir para a escola, Pedro aciona o aplicativo e vai ticando as atividades, como amarrar o tênis. "Não esquece mais a mochila", diz Marie.
A família, que mora em um condomínio em Jundiaí (interior de SP), encontrou no tablet um aliado tanto nas tarefas corriqueiras quanto na hora de brincar. "Eles contam piadas um pro outro e se divertem", conta a mãe.
A jornalista Silvia Ruiz, 42, também aposta no auxílio da tecnologia para facilitar a vida escolar do filho Tom, 3. Com o iTouch, o garoto indica quando quer ir ao banheiro, por exemplo. "Tom voltou a falar graças ao uso do tablet como reforçador da terapia."
Como o filho tinha interesses muito restritos e não ligava para brinquedos, os pais e a terapeuta passaram a usar o tablet para incentivá-lo a fazer as tarefas e a falar. "A gente diz: 'Você vai fazer esse quebra-cabeça e depois pode brincar no iPad'." Tem funcionado.
WORKSHOP
Autor do livro "Autismo, Não Espere, Aja Logo" (Ed. M.Books, 136 págs. R$ 42), Paiva Júnior é outro entusiasta do tablet. Pai de Giovani, 5, ele usa o aplicativo Desenhe e Aprenda a Escrever, que custa US$ 2,99, para ajudar o filho na coordenação motora para a escrita fina.

"É um aplicativo que faz a criança escrever as letras de uma forma lúdica, comandando um bichinho que come bolos", explica.

Outro programa que tem dado resultado é o Toca Store. "É um brinquedo virtual que facilita o ensino de como funciona o uso do dinheiro."


A experiência positiva em casa fez Paiva começar a promover workshops sobre a utilização de iPad por autistas voltados para pais, profissionais e estudantes.
"O iPad não faz mágica nem vai melhorar a criança com autismo sozinho. É preciso sempre dar orientação, estar junto", afirma Paiva.
Segundo ele, o mais importante é migrar para o mundo real. "Se ficarmos somente no iPad, vamos incentivar o isolamento, uma das principais características do autismo que queremos extinguir."
O pai cita o exemplo doméstico. "Giovani começou a gostar de quebra-cabeça no iPad. Quando estava montando bem, comprei vários de verdade e montamos juntos no chão inúmeras vezes."
Especialista no tratamento de crianças com autismo, a psicóloga Taís Boselli diz que o "iPad ajuda na comunicação, apesar do temor de que se transforme em comunicação alternativa e impeça as crianças de falar".
Boselli ressalta a importância de estímulos precoce para melhorar o quadro, em especial os visuais. "Quando lhes damos um recurso visual, eles conseguem se comunicar. Por isso o sucesso do iPad no tratamento."


AUTISMO - Tecnologia (suporte aos Autistas)

Tecnologia: ferramenta desenvolvida no Amazonas dá suporte a autistas

A Síndrome do Autismo se caracteriza pelas anomalias comportamentais, como a limitação ou ausência de comunicação verbal, falta de interação social e padrões de comportamento restrito

Como não existe um tratamento médico para curar a Síndrome do Autismo, apenas estímulos ajudam a criança a melhorar a aprendizagem e comportamento. Ainda não se conseguiu, até agora, provar nenhuma causa psicológica, ou no ambiente de convívio das crianças, que possa desenvolver o transtorno. O que a medicina explica é que os sintomas são causados por disfunções físicas do cérebro.

A Síndrome do Autismo se caracteriza pelas anomalias comportamentais, como a limitação ou ausência de comunicação verbal, falta de interação social e padrões de comportamento restrito. A manifestação dos sintomas ocorre ainda na infância, antes dos três anos de idade, e persiste durante a vida adulta.

Outro problema dos autistas é a dificuldade em sequenciar, pois eles têm dificuldades em se lembrar da ordem da realização das tarefas e, geralmente, nem vêem relação entre as atividades. Além disso, há ainda a dificuldade de aprendizagem.

Com base nesses problemas comportamentais, a design gráfica Alice Gomes, 29, e a doutora em engenharia de produção e professora do curso de Design da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Claudete Ruschival desenvolveram, em parceria com outros pesquisadores da universidade, um software, chamado “Lina Educa”, para ajudar crianças autistas com a organização e dar apoio ao processo de alfabetização.

“A proposta do software é organizar uma agenda das atividades diárias para as crianças autistas, como, por exemplo, escovar os dentes. Ela precisa ter essa referência. O software também vai ajudar na organização das atividades acadêmicas dessa criança”, explicou Claudete Ruschival.

As atividades acadêmicas oferecidas pelo software envolvem vários fatores relacionados às palavras e às imagens, ressalta Alice. “Porque a criança autista é muito atenta ao visual”, explicou. “São essas atividades que vão servir de apoio ao processo de alfabetização das crianças autistas. Por isso, ela precisa desse apoio”, completou Claudete.

O projeto se baseia numa pesquisa de análise de comportamento realizada pela Universidade de São Paulo (USP). O projeto também está recebendo apoio do Grupo de Intervenção Comportamental Gradual, de São Paulo, uma clínica de tratamento de crianças com déficit de aprendizado.

Pesquisa acadêmica

O software se originou a partir do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Alice na Ufam. Ao ser publicado como artigo num congresso de design no Rio de Janeiro, o software chamou a atenção de pais de autistas, profissionais de saúde que trabalham com a síndrome e até mesmo de cientistas. Foi a partir daí que Alice e a orientadora do trabalho, Claude Roschival, procuraram apoio para o funcionamento do Lina Educa.

O software foi desenvolvido para funcionar em plataformas móveis, como tablets, e também em computadores, e será disponibilizado gratuitamente para download quando for concluído. O projeto, de R$ 183 mil, foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Também acompanham o desenvolvimento do projeto.

Desenvolvimento

O software Lina Educa começou a ser desenvolvido em janeiro, porém, o projeto foi aprovado pela Fapeam no ano passado. A previsão é que até novembro ele seja concluído e passe para a fase de testes com crianças autistas de São Paulo e de Manaus, com o apoio do Instituto Autismo no Amazonas.


AUTISMO - Autistas no mercado de TI

Dinamarquês que alocar 1 milhão de autistas no mercado de TI

PATRÍCIA GOMES
DO PORVIR

Thorkill Sonne é um caçador de talentos. Sua missão é encontrar, treinar e apresentar ao mercado as melhores pessoas para preencher vagas que nem sempre encontram candidatos à altura. São especificamente funções na área de TI (tecnologia da informação), que demandam profissionais com um grande poder de concentração e muita atenção aos detalhes.
Na busca por esse perfil e mobilizado por um drama pessoal, Sonne se deu conta de que um grupo normalmente relegado às margens do mercado de trabalho -e, às vezes, até da sociedade- era capaz de desempenhar essas atividades melhor do que ninguém: as pessoas com autismo. Ali, no que a maioria das pessoas via desvantagem, ele percebeu uma oportunidade justa de crescimento e quer alocar 1 milhão de profissionais no mercado de trabalho.
"Se alguém tem algum tipo de desordem, como autismo, as pessoas simplesmente não esperam nada dela. Mas ela pode ser muito mais esperta do que se pensa. Nós ajudamos pessoas, empresas e governos a pensar a partir dessa perspectiva", diz Sonne, fundador da Specialisterne (especialista em dinamarquês), uma empresa da área de TI que avalia, capacita e forma consultores com autismo, oferecendo-lhes a oportunidades de ter uma vida produtiva.
Entre as atividades que os "especialistas" de Sonne são capacitados a fazer estão desde a manipulação de dados, passando por teste da funcionalidade de aplicativos até a programação e a construção de algoritmos.
Parte disso ocorre, segundo ele, porque muitos autistas têm capacidades profissionais únicas. "Muitas vezes, eles têm uma memória excelente, uma ótima habilidade de perceber padrões e uma incrível capacidade de encontrar alegria ao desempenhar funções que a maior parte das pessoas acharia chato".
A ideia de fundar a Specialisterne teve princípio em uma observação profissional. Sonne sempre se incomodou com a falta de mão de obra especializada que a empresa onde trabalhava -e viria a se tornar a sua primeira cliente- enfrentava rotineiramente.
Mas foi uma razão pessoal que fez Sonne perceber quem seriam as pessoas ideais para preencher essa lacuna. Aos dois anos de idade, seu filho, Lars, hoje adolescente, foi diagnosticado com autismo. Até então, Sonne e sua mulher nunca tinham tido contato com o assunto. "Primeiro, não sabíamos o que fazer. Depois, começamos a ler livros, conhecer pessoas", conta ele.
Com o tempo, foram percebendo que Lars tinha uma memória fora do comum e que, entre crianças e jovens autistas, muitos tinham capacidades que poderiam ser aproveitadas no mercado de trabalho, se bem trabalhadas. Estava aí a chave da mudança. Sonne pediu demissão, hipotecou a casa, elaborou uma metodologia de trabalho e fundou a Specialisterne.
"Nós não ensinamos a eles como 'se comportar bem'. Eles não precisam se adaptar às regras normais de um ambiente de trabalho", afirma . Seus "especialistas" não são obrigados a serem bons em atividades que vão contra a sua natureza, mas apenas desempenhar bem determinadas funções para as quais têm destreza, o que lhes garante sustentabilidade no emprego.
"Eles não precisam aprender a se adaptar às regras normais de ambientes de trabalho, como ser bom em trabalho de equipe, ser empático, lidar bem com o estresse ou ser flexível. Essas não são características normais em pessoas com o autismo", diz a empresa em seu site. Por isso parte do trabalho da Specialisterne é também preparar a empresa para receber seus especialistas em sua equipe.
Quase uma década depois do início de sua atuação, Sonne não tem mais apenas uma empresa na Dinamarca. Ele já atua em países como Noruega, Áustria e Estados Unidos. Mais recentemente, além do trabalho direto com as pessoas com autismo, ele lançou a Fundação Specialist People, cujo objetivo é falar para pessoas, organizações e governos sobre o assunto e para fazer seu modelo replicável pelo mundo. "Faz parte da nossa estratégia ter o nosso modelo copiado. A gente gosta quando isso acontece", diz ele.
Com toda essa rede de apoios, Sonne determinou uma meta ousada: colocar 1 milhão de pessoas com no mercado de trabalho. Para chegar a esse número, fez uma conta simples. Não há pesquisas inteiramente confiáveis, mas calcula-se que, no mundo, cerca de 68 milhões de pessoas tenham autismo e outras tantas tenham sido diagnosticadas com desordens similares. Todos eles são "especialistas" em potencial.
"Ao colocar essas pessoas no mercado de trabalho de maneira sustentável, criamos esperança para milhares de pessoas. Vemos famílias felizes, pessoas com autismo aparentemente tendo uma boa vida. É para isso que trabalhamos."

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sintomas do autismo

Sintomas do autismo
Nos primeiros meses de vida do bebê, os pais de uma criança autista podem começar a sentir que algo está errado. Podem notar que a criança, que antes parecia normal em todos os sentidos, está agindo de maneira estranha, recusando o contato visual, a apontar os brinquedos ou a falar.Mesmo que os sinais possam aparecer antes dos dois anos, a maioria das crianças não é diagnosticada com autismo até os quatro ou cinco anos de idade, de acordo com o CDC. Parte da razão desse atraso é que os sintomas de autismo podem se parecer muito as de outras doenças, por isso que a avaliação do autismo é um processo de várias etapas que envolve diversos profissionais de saúde.A primeira etapa para diagnosticar o autismo começa com um teste de desenvolvimento administrado pelo pediatra da criança. Se esse teste sugerir uma DEA, a etapa seguinte é juntar uma equipe de especialistas, que pode incluir psicólogo, neurologista, psiquiatra infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e possivelmente outros profissionais. Esses profissionais avaliarão a criança para saberem se ela tem problemas genéticos ou neurológicos, assim como habilidades cognitivas e lingüísticas. A avaliação pode incluir observações, entrevistas com os pais, histórico do paciente, avaliações da fala e linguagem e testes psicológicos.Os testes de avaliação de autismo incluem:o ADOS-G (Autism Diagnostic Observation Schedule - Programa de Observação Diagnóstica do Autismo): teste de observação usado para identificar comportamentos sociais e de comunicação atrasados;a ADI-R (Autism Diagnosis Interview-Revised - Entrevista para Diagnóstico de Autismo - revisada): entrevista que avalia as habilidades sociais e de comunicação da criança;CARS (Childhood Autism Rating Scale - Escala de Classificação do Autismo Infantil): teste de observação para determinar a gravidade do autismo, que utiliza uma escala de 15 pontos para avaliar as habilidades de comunicação verbal, audição, uso do corpo e relações sociais da criança;o Autism Screening Questionnaire (Questionário de Avaliação do Autismo): é usada uma escala de 40 perguntas em crianças de quatro anos ou mais para avaliar as habilidades sociais e comunicativas.
De acordo com o Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Manual de Estatística e Diagnóstico de Transtornos Mentais) da American Psychiatric Association (Associação Americana de Psiquiatria, quarta edição (DSM-IV), as crianças com autismo atendem pelo menos seis dos seguintes critérios:problemas sociais:não usam adequadamente os comportamentos não-verbais, como gestos e expressões faciais;não conseguem se relacionar com crianças da mesma idade;não compartilham espontaneamente objetos ou interesses com os outros;não apresentam reciprocidade social ou emocional.problemas comunicativos:são lentos para falar;têm dificuldade para manter uma conversa;usam a mesma linguagem de modo repetido;não participam de atividades com crianças da mesma idade ou de jogos sociais.comportamentos repetitivos: são extremamente preocupados com um ou mais interesses;são inflexíveis e não gostam de mudar a rotina;repetem os movimentos ou os modos (como bater os braços, acenar ou torcer);preocupam-se com as peças dos objetos.

Pesquisa aponta acertos e erros dos pais na primeira infância

Pesquisa aponta acertos e erros dos pais na primeira infância
Aspectos de saúde são bem valorizados, mas desenvolvimento emocional dos filhos ainda é deixado em segundo plano

Renata Losso- especial para o iG São Paulo 18/09/2012

Se o seu filho tem entre zero e seis anos, o que é mais importante para ele: brincar ou tomar as vacinas recomendadas para a fase? Segundo o II Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, realizado em São Paulo no final da semana passada, a maioria dos pais escolhe a segunda opção. Não que eles estejam errados. Mas, para os especialistas presentes no evento, a primeira alternativa é tão importante quanto.A pesquisa “A percepção da sociedade brasileira a respeito do desenvolvimento da Primeira Infância (0 a 3 anos)”, realizada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal em parceria com o Ibope, foi apresentada na quinta-feira (13) pela diretora executiva do Instituto Paulo Montenegro/Ibope, Ana Lúcia Lima. Em entrevistas realizadas com mais de 200 mães com filhos de até um ano e mais de duas mil pessoas de diferentes faixas etárias e classes sociais no período de abril a julho de 2012, foi constatado que os aspectos médicos e biológicos das crianças são bem valorizados em comparação aos aspectos emocionais.O estudo mostra não só as prioridades das mães em relação aos filhos pequenos, mas também o que fica em segundo plano. Reunimos os principais dados apresentados e, com esclarecimentos de Ana Lúcia, do Professor da Faculdade de Psicologia da USP, Yves de La Taille, e do médico especialista em desenvolvimento infantil e consultor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Saul Cypel, descubra quais são os principais acertos e erros em relação ao desenvolvimento inicial das crianças.
Pré-natal e visita ao pediatra são considerados os principais aspectos para desenvolvimento
69% dos entrevistados acreditam que o pré-natal é o mais importante a se fazer para que o bebê se desenvolva bem no útero da mãe. Não à toa, nesta mesma semana foi divulgada a queda de 73% no número de mortes de crianças menores de cinco anos em 2011 no Brasil.Para o desenvolvimento do bebê entre zero e três anos, 51% dos entrevistados consideram que visitas regulares ao pediatra e dar as vacinas recomendadas são as atitudes que mais contam. A pesquisa aponta que 96% dos bebês de até um ano das mães entrevistadas já tinham feito consultas de rotina, número que mostra a alta preocupação das mães com a visita ao pediatra.Mas, por outro lado, somente 25% acreditam que as crianças começam a aprender assim que nascem. 21% consideram que elas só começam a aprender após os seis meses e 17%, após um ano de idade. Estas concepções são erradas, segundo Yves de La Taille. “Nasceu, começa a aprender”, disse ele durante o Simpósio.De acordo com Saul Cypel, há estudos que demonstram que o aprendizado começa antes mesmo do nascimento, na vida intrauterina. Um exemplo é a relação do bebê já nascido com a música escutada ainda dentro do útero da mãe: ao ouvi-la novamente, ele provavelmente irá mamar com mais vontade. “Subestimamos a compreensão do bebê”, diz Saul.Getty Images17 por cento dos pais acreditam que a criança só começa a aprender depois de um ano de idade, por isso não brincam com o bebêIsso explica porque os entrevistados não valorizam tanto a conversa com os filhos após nascimento. Segundo a pesquisa, 24% consideram importante conversar com o bebê ainda no útero, enquanto 19%, após o nascimento. As porcentagens são muito pequenas.O vínculo com o bebê deve sim começar no útero e Saul indica que, depois de nascer, acolhimento não é só dar o peito. “Deve-se conversar e brincar com o bebê desde muito cedo”, diz. O brincar, inclusive, “não é espontaneamente valorizado”, de acordo com Ana Lúcia, mas ao lado do conversar é fundamental para que a criança tenha um aprendizado emocional que a prepare para a complexidade da vida no futuro.
Estabelecer limites continua sendo difícilApenas 17% das mães consideram que a adaptação da criança à rotina, como dormir no horário pré-definido, é um sinal de desenvolvimento. Essa porcentagem mostra, segundo Ana Lúcia, a dificuldade de estabelecer limites.
Aí também entraria o papel do pai, que não corresponde às expectativas: 64% esperam que ele imponha limites e diga não, mas apenas 43% o fazem.Impor limites ainda é confundido como falta de carinho. “Afeto não quer dizer permitir tudo ao filho”, diz Saul. Os pais devem colocar os limites desde o início e organizar uma rotina para que isso aconteça. De preferência, com acesso limitado à televisão.25% dos entrevistados acreditam que assistir desenhos ou programas infantis estimula as crianças e 55% das mães deixam seus filhos o fazerem. De acordo com Yves, a televisão é sim um estímulo, mas depende de como os pais a utilizam. Se deixarem o aparelho ser uma babá eletrônica, a criança será bombardeada com propagandas que podem estimular o consumismo infantil.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Primeiro Dia Internacional da Síndrome de Down na ONU terá forte presença brasileira

Primeiro Dia Internacional da Síndrome de Down na ONU terá forte presença brasileira
Dia Internacional Sindrome de Down

O primeiro Dia Internacional da Síndrome de Down oficial será celebrado na sede da ONU em NY, em 21 de março de 2012 (21/03), com a Conferência "Construindo o nosso futuro”. Educação inclusiva, participação política, vida independente e pesquisas científicas são alguns dos tópicos que serão discutidos por auto-defensores, além de especialistas na síndrome, representando todos os continentes.
O Brasil estará fortemente representado por jovens da Associação Carpe Diem de São Paulo, que foram convidados para lançar o livro de sua autoria "Mude seu falar que eu mudo meu ouvir”,(maiores informações sobre o livro acesse: http://www.carpediem.org.br/si/site/0700) um guia de acessibilidade na comunicação para pessoas com deficiência intelectual.

A publicação é a primeira no gênero de que se tem notícia no mundo e terá versões em português e inglês. As ações pela promoção da inclusão em parceria com a mídia do Instituto MetaSocial, da campanha Ser Diferente é Normal, em comerciais e novelas, entre outras, e as comemorações do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado no Brasil desde que foi lançado em 2006, também terão destaque. Tathiana Heiderich, repórter do programa Ser Diferente contará sua experiência na TV.

Veja a materia completa no site: http://www.inclusive.org.br/?p=21924