segunda-feira, 24 de outubro de 2011

AUTISMO: Estudo relacionando vacina a autismo era fraude, diz publicação

Estudo relacionando vacina a autismo era fraude, diz publicação
DA REUTERS
O médico britânico Andrew Wakefield, que publicou estudos relacionando vacinas com autismo e acabou caindo em desgraça, cometeu uma "fraude elaborada" ao falsificar dados, afirmou a "British Medical Journal".
Os editores da publicação disseram não ser possível que Wakefield tenha cometido um erro. Ele deve ter falsificado dados para o estudo, o qual convenceu milhares de pais de que as vacinas são perigosas --fato que motivou o avanço de surtos de caxumba e sarampo.
A publicação, conhecida por suas iniciais BMJ, endossou as afirmações com uma série de artigos de um jornalista. Eles se valeu de registros médicos e entrevistas para mostrar que Wakefield falsificou dados.
Segundo a reportagem, Wakefield incluiu informações de apenas 12 crianças em sua pesquisa, mas estudou pelo menos 13, e diversas mostraram sintomas de autismo antes de terem sido vacinadas.
O temor de que a vacinação pudesse causar autismo fez com que pais deixassem de levar seus filhos para receber as doses e também resultou em custosas reformulações de várias vacinas.
"Quem perpetrou essa fraude? Não há dúvida de que foi Wakefield", disseram em artigo assinado na BMJ a editora Fiona Godle, a subeditora Jane Smith e o editor associado Harvey Marcovitch --o texto está disponível na internet.
Em 1998, a publicação médica The Lancet, rival da BMJ, apresentou um estudo de Wakefield e colegas relacionando a vacina tríplice viral-MMR (contra sarampo, caxumba e rubéola) com o autismo. Os outros pesquisadores retiraram seus nomes do estudo e a Lancet se retratou formalmente em sua edição impressa, em fevereiro do ano passado.
Em maio, o médico perdeu seu registro depois de ter sido condenado por má conduta profissional. O GMC (Conselho Geral de Medicina) considerou que Wakefield agiu de forma "desonesta", "enganosa" e "irresponsável" enquanto fazia a pesquisa sobre uma possível ligação entre a vacina com doenças intestinais e autismo.
AUTOR NEGA ACUSAÇÕES
"O estudo não é uma mentira. As descobertas que fizemos foram reproduzidas em cinco países", disse Wakefield à TV CNN na quarta-feira.
Um painel disciplinar do Conselho Geral Médico Britânico afirmou, em fevereiro de 2009, que Wakefield havia apresentado sua pesquisa de modo "irresponsável e desonesto" e levou a profissão médica ao descrédito.
A editora Godlee e colegas afirmaram sobre o trabalho que ele foi baseado "não em má ciência, mas em fraude deliberada".


Médico inglês que ligou a vacina a autismo enfrenta processo ético

da Efe, em Londres

O Conselho Médico Geral do Reino Unido iniciou um processo contra o médico Andrew Wakefield, que em 1998 sugeriu que podia haver uma ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo, na segunda-feira (16). Wakefield é acusado de falta de ética profissional em sua pesquisa.
Wakefield e dois colegas, John Walker Smith e Simon Murch, enfrentam a acusação pela polêmica pesquisa, publicada em 1998 na revista "The Lancet". Isso levou milhões de pais a enfrentar o dilema de vacinar ou não seus filhos com a tríplice viral ou MMR (contra sarampo, caxumba e rubéola).
O conselho não analisa as afirmações científicas contidas no artigo, mas tenta definir se Wakefield e seus colegas do Hospital Royal Free de Londres violaram uma série de práticas éticas durante o estudo, feito entre 1996 e 1998.
Segundo a entidade, os três profissionais não atuaram de maneira ética e faltaram com honradez ao pedir que o estudo fosse publicado.
Caso o conselho conclua que eles agiram com falta de ética profissional, podem ter o registro médico cassado. O processo ainda pode durar vários meses.
Recrutamento no aniversário
Segundo o processo, Wakefield pagou cinco libras esterlinas (quase R$ 20) a crianças para fornecerem um exame de sangue durante a festa de aniversário de seu filho.
Os profissionais são acusados ainda de agir de forma irresponsável ao não revelar à "The Lancet" o método utilizado para recrutar os pacientes submetidos ao estudo.
Diversos simpatizantes de Wakefield se reuniram em frente à sede do Conselho Médico britânico com cartazes de apoio e gritando slogans em defesa do médico na segunda-feira (16).
O artigo publicado em 1998 levantou na época uma forte polêmica entre a classe médica e criou um dilema para os pais.
Em 2004, a revista declarou que a ligação entre a vacina e o autismo não estava provada e o artigo nunca deveria ter sido publicado.
Os médicos insistem que a tríplice viral é segura e que outros estudos não puderam estabelecer um vínculo entre a vacina e o autismo.
Antes da pesquisa de Wakefield, mais de 90% das crianças recebiam a tríplice no Reino Unido. Após a advertência do médico, o número caiu para abaixo de 80%, subindo de volta a 85% este ano.

AUTISMO: Curto período entre gestações aumenta risco de autismo do filho, diz estudo

Curto período entre gestações aumenta risco de autismo do filho, diz estudo

DA EFE

Uma criança que nasce menos de dois anos depois que o irmão tem mais chances de sofrer autismo que aquela que nasce pelo menos três anos depois, constata um estudo da Universidade de Columbia (Nova York), publicada na segunda-feira (10)pela revista médica "Pediatrics".
Os pesquisadores determinaram, a partir de uma amostra de mais de 500 mil crianças californianas, que o espaço de tempo entre os nascimentos é um fator de risco para o diagnóstico do autismo.
As probabilidades de uma criança sofrer da doença aumentam quanto menor é o tempo que passou entre as gestações da mãe, de modo que as crianças que nascem menos de um ano após seus irmãos possuem risco mais elevado de sofrer autismo.
Os pesquisadores encontraram evidências do vínculo entre o período entre gestações e o autismo em pais de todas as idades, o que fez com que descartassem a possibilidade de que o fator de risco fosse a idade dos progenitores, e não o tempo transcorrido entre os nascimentos.
No entanto, um dos principais responsáveis do estudo, Peter Bearman, advertiu à "Pediatrics" que são necessárias mais pesquisas para confirmar a relação entre o período de tempo entre as gestações e o autismo. "A ciência é muito lenta e funciona passo a passo", declarou.
Os fatores que explicam a influência do período de tempo entre os nascimentos para a ocorrência da doença não "estão claros", lamentou Bearman.

AUTISMO: Teste rápido detecta autismo em bebês aos 12 meses de vida

Teste rápido detecta autismo em bebês aos 12 meses de vida

GUILHERME GENESTRETIDE SÃO PAULO

Um teste com 24 perguntas, que pode ser respondido em cinco minutos, identifica os primeiros sinais de autismo em crianças de um ano.
É o que propõe um estudo financiado pelos National Institutes of Health dos EUA, publicado hoje no "Journal of Pediatrics".
A pesquisa, feita por neurocientistas da Universidade da Califórnia, recrutou 137 pediatras para aplicar o teste em 10 mil crianças na consulta dos 12 meses de idade.
Os pais responderam ao questionário, com perguntas sobre gestos, compreensão e comunicação, e os pediatras avaliavam as respostas.
Ao todo, 184 das crianças que pontuaram abaixo da média foram acompanhadas nos meses seguintes.
Delas, 32 receberam o diagnóstico precoce de autismo.
Segundo a pesquisa, isso corresponde a 75% de acerto no diagnóstico, levando em conta outros distúrbios, como atraso no desenvolvimento e na linguagem, também detectados pelo teste.
Ivan Luiz/Arte
DIAGNÓSTICO
O autismo afeta o desenvolvimento da criança e compromete áreas como a sociabilidade. Quanto mais tardio o diagnóstico, piores as perspectivas de melhora.
Na média, os casos demoram a ser detectados, segundo o psiquiatra Marcos Mercadante, da Unifesp. "No Brasil, o diagnóstico geralmente é dado quando a criança já tem cinco anos e perdeu muita oportunidade de ter uma melhora", diz.
Se o problema for apontado cedo, tratamentos como terapia comportamental, para estimular áreas do cérebro afetadas, são mais eficazes.
Para o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do ambulatório de autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a ferramenta pode ser útil principalmente na rede pública.
"Um pediatra de posto de saúde atende centenas de crianças. Não há tempo para fazer uma triagem adequada e encaminhar ao psiquiatra."
Para ele, é importante que o pediatra assuma essa tarefa. "É ele quem tem o primeiro contato com a criança." Mas Vadasz ressalva que alguns sintomas só aparecem após os 18 meses. "O ideal seria repetir o teste depois."

AUTISMO: Cientistas criam cobaias autistas para conhecer melhor transtorno

Cientistas criam cobaias autistas para conhecer melhor transtorno
DA FRANCE PRESSE

Cientistas americanos anunciaram nesta segunda-feira ter criado camundongos autistas, eliminando um grupo de seus genes, com a esperança de avançar no diagnóstico e no tratamento desta doença em seres humanos.
Estudos anteriores já tinham sugerido que causas genéticas podem ser responsáveis por este transtorno do desenvolvimento, que pode causar dificuldades de relacionamento social, reprodução de movimentos repetitivos, sensibilidade a certas luzes e sons, além de problemas de comportamento.
Algumas crianças autistas têm uma pequena supressão no cromossomo 16, que afeta 27 genes, razão pela qual cientistas do Laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, decidiram tentar alterar geneticamente um grupo de cobaias para que tivessem a mesma mutação genética.
"A ideia de que esta supressão pudesse ser a causa do autismo era emocionante", disse a professora Alea Mills, uma das autoras do estudo, publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências.
"Assim, nos perguntamos se retirar o mesmo conjunto de genes nos ratos teria algum efeito", acrescentou.
A pesquisa demonstrou que os camundongos alterados apresentaram comportamentos similares aos observados em pessoas com autismo: hiperatividade, dificuldade para dormir, para se adaptar a novos ambientes e a execução de movimentos repetitivos.
"Os camundongos com a supressão agiram de forma completamente diferente dos camundongos normais", explicou Guy Horev, outro cientista.
Os pesquisadores também descobriram que aproximadamente a metade dos camundongos autistas morreu pouco após seu nascimento. Estudos futuros poderão revelar se este déficit genético pode estar relacionado com mortes inexplicáveis de bebês, segundo a experiência.
Ao examinar o cérebro dos camundongos em exames de ressonância magnética, os cientistas conseguiram identificar quais regiões são alteradas nos animais autistas.
Este conhecimento pode ajudar os cientistas a determinar a base fisiológica do autismo, que afeta cerca de 1% das crianças nos Estados Unidos, e possivelmente levar a diagnóstico e tratamento precoces.
As crianças que têm autismo, caracterizado por uma série de transtornos relacionados com uma química cerebral anormal, costumam ser diagnosticados por volta dos três anos de idade.
Segundo especialistas, os meninos correm de três a quatro vezes mais riscos de sofrer de autismo do que as meninas.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/985060-cientistas-criam-cobaias-autistas-para-conhecer-melhor-transtorno.shtml

AUTISMO: Bebês prematuros e de baixo peso têm maior risco de autismo

Bebês prematuros e de baixo peso têm maior risco de autismo

DA FRANCE PRESSE

Os bebês prematuros e de baixo peso são cinco vezes mais propensos a desenvolver autismo que os bebês nascidos no período correto e com peso normal, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira nos Estados Unidos após duas décadas de pesquisas.
Há algum tempo se sabe que os bebês prematuros correm mais riscos de ter problemas de saúde e atraso cognitivo, mas o estudo publicado na revista "Pediatrics" é o primeiro a estabelecer uma relação entre o baixo peso ao nascer e o autismo.
Os cientistas estudaram 862 crianças do nascimento até a idade adulta. Os participantes do estudo nasceram entre 1984 e 1987 em três condados de Nova Jersey com pesos entre 500 g e 2 kg.
Com o tempo, 5% dos bebês com baixo peso no nascimento foram diagnosticados com autismo, contra 1% de prevalência entre a população geral.
"A medida que a sobrevivência dos bebês menores e imaturos melhora, os que seguem adiante representam um desafio cada vez maior para a saúde pública", disse a principal autora do estudo, Jennifer Pinto Martin, diretora do Centro de Estudos do Autismo e Deficiências do Desenvolvimento da Faculdade de Enfermaria da Universidade da Pensilvânia.
"Os problemas cognitivos nestas crianças podem esconder um autismo de fundo", completou, antes de pedir aos pais que levem os filhos para exames ante a suspeito de um transtorno de espectro autista.
"A intervenção rápida melhora os resultados em longo prazo e pode ajudar estas crianças tanto na escola como em casa", disse.
Autismo é o termo que designa uma série de condições que vão desde uma escassa interação social a comportamentos repetitivos e silêncios arraigados. Este transtorno afeta principalmente os meninos e suas causas são objeto de intensos debates.

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/991873-bebes-prematuros-e-de-baixo-peso-tem-maior-risco-de-autismo.shtml

AUTISMO: Pesquisas refutam relação entre autismo e exposição ao mercúrio

Pesquisas refutam relação entre autismo e exposição ao mercúrio

do New York Times

Muitos pais se preocupam com uma possível ligação entre o autismo e a exposição ao mercúrio. Porém, a maioria das pesquisas descarta esse temor como sem fundamento, e um novo estudo diz que, na realidade, as crianças autistas possuem níveis de mercúrio no sangue mais baixos do que as crianças que se desenvolvem normalmente.
Os níveis de mercúrio estão intimamente relacionados à ingestão de peixe, segundo o estudo, e crianças com autismo e doenças relacionadas tendem a ser muito exigentes em relação à comida --e acabam evitando peixes.
Depois que os pesquisadores ajustaram para o menor consumo de peixe das crianças autistas, eles não encontraram diferenças entre seus níveis de mercúrio e os de outras crianças.
Irva Hertz-Picciotto, professora de ciências de saúde pública da Universidade da Califórnia, em Davis, que foi a principal investigadora do estudo, disse que as novas descobertas não abordaram se o mercúrio pode desempenhar algum papel no autismo.
"Estávamos medindo níveis depois que o diagnóstico já havia sido feito e estava meses no passado em alguns casos", disse Hertz-Picciotto. "Então este estudo não fornece evidências contra ou a favor".
O relatório, publicado online, em 19 de outubro, no jornal "Environmental Health Perspectives", é parte de um estudo continuado comparando crianças autistas e não-autistas na Califórnia. Com 452 participantes, o estudo inclui 249 crianças com autismo ou doenças de mesmo espectro, 143 que estão se desenvolvendo normalmente e 60 com atrasos de desenvolvimento.